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Ribeirão Preto
Sumário / Índice
Fundadores: a saga de Manoel Fernandes do Nascimento
de CORREA LAGES, José Antonio
Ano: 2012
Nº de Páginas: 112 pp.
Editora: Fundação Instituto do Livro
Como introdução ao tema focalizado, o autor, de início, relembra o que já escrevera em sua obra "Da Figueira à Barra do Retiro" sobre a presença de mineiros ( entrantes) e paulista na formação da região. Evoca, outrossim, o litígio entre as famílias Dias Campos e Reis de Araújo, em torno de áreas da antiga Fazenda Rio Pardo, bem como os fatos relacionados com a formação do patrimônio, tendo havido a primeira tentativa por parte dos condôminos da Fazenda das Palmeiras, que resultou frustrada e, ao depois, a bem sucedida formação do patrimônio de São Sebastião do Ribeirão Preto por parte dos moradores estabelecidos nas áreas abrangidas pelos córregos do Retiro, Retiro Saudoso, ribeirão Preto e Laureano. Nesta parte o autor traça um perfil dos doadores, o quais, por isso, são considerados os fundadores de Ribeirão Preto, a saber, Severiano João da Silva e sua mulher Gertrudes Maria Teodora: João Alves da Silva Primo e sua mulher Ana Delfina Bezerra: José Alves da Silva e su mulher Pulcina Maria de Jesus; José Borges da Costa e sua mulher Maria Felizarda; Mariano Pedroso de Almeida e sua mulher maria Lourenço do Nascimento e Ignácio Bruno da Costa e sua mulher Maria Izidora de Jesus. Embora não fizesse parte do grupo desses 6 posseiros de terras e suas respectivas esposas que doaram terras para a formação do patrimônio, nesses epísódios esteve presente Manoel Fernandes do Nascimento. Antes de vir para estas paragens, vivia ele em Itajubá-MG. Ainda muito jovem assistira essa cidade ser fundada pelo pároco Padre Lourenço da Costa Moreira, o qual, em companhia de muitas famílias deixou Itajubá Velho ( atual cidade de Delfin Moreira-MG), estabelecendo a atual cidade de Itajubá no vale do rio Sapucaí. Talvez inspirado por esse empreendimento, Manoel Fernandes do nascimento, ja estabelecindo nestas terras, então pertencentes à vila de São Simão, concebeu a implantação de uma povoação. Assim, com as terras doadas para o patrimônio, delas tomou posse na condição de fabriqueiro e pode ser considerado o primeiro urbanista de Ribeirão Preto, pois foi quem abriu as primeiras ruas e travessas do arraial, demarcou o largo central, mesmo antes da construção da capela. E foi assim agindo que acabou entrando em choque com posseiros que resistiam à abertura de ruas, se desavindo com um deles, Manoel Soares Castilho, homem violento e vingativo, que encomendou a sua morte. Foi gravemente ferido em atentado ocorrido no dia 07.12.1866, vindo a falecer em razão dos ferimentos em 10.02.1867.Na obra, o autor fornece a descendência desse pioneiro, do primeiro e segundo casamentos. En passant, também o autor trata da questão sobre "O que significa fundar uma cidade", reconhecendo que, sobre o tema, há controvérsia entre os historiadores, pois, a rigor, a fixação dessa data é feita pela Câmara Municipal de cada cidade e pode variar de caso para caso. Certas edilidades tomam por base a data da doação do patrimônio. Outras a elevação do lugar ao status legal de vila, outras a comemoram com base na intenção de fundar, como é o caso de São Carlos, que considera Carlos Arruda Botelho, como fundador, pelo simples fato de ter manifestado o propósito de doar terras de seus patrimônio, a Fazenda do Pinhal, o que foi, a rigor, consumado por Jesuíno Arruda, o verdadeiro doador das terras, por sinal adquiridas de um herdeiro daquele que manifestara o própósito de doá-las. Ainda sobre os primórdios, o autor relaciona aquelas pessoas que aparecem na relação de votantes do distrito de São Simão, estabelecidas como moradores do arraial de São Sebastião do Ribeirão Preto, em 1.857, dentre eles Manoel Fernandes do Nascimento. Por fim, o autor relata os primeiros tempos da freguesia e vila de São Sebastião do Ribeirão Preto, uma vez regularizado o patrimônio de São Sebastião, construída a capela e feito o arruamento.Faz um breve histórico sobre os primeiros vereadores, tendo por primeiro presidente o Cel. João Gonaçalves dos Santos.
Autor: JOSÉ ANTONIO LAGES , nascido em 1955, formou-se em Filosofia pela Universidade Federal de Juiz de Fora e em História pelas Faculdades Barão de Mauá de Ribeirão Preto, concluindo o mestrado, em História, pela Unesp, campus de Franca. Professor de História nas redes particular e municipal de ensino em Ribeirão Preto. Foi diretor de escola e vereador à Câmara Municipal de Ribeirão Preto.
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