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Sumário / Índice
Um Bandeirante da Toscana( biografia de Pedro Morganti)
de ORNELLAS, Manoelito
Ano: 1967
Nº de Páginas: 165 pp.
Editora: Edart
O obra traça o perfil biográfico do imigrante italiano Pedro Morganti, que, ao falecer, em 1.941, aos 65 anos, era proprietário das usinas de açúcar e álcool Monte Alegre, de Piracicaba-SP, e Tamoio, de Araraquara-SP. Quem encomentou o livro o jornalista Assis Chateaubriand. A obra inicia por fazer uma crônica do açucar, desde a sua origem na ìndia, passando pelo Brasil-Colônia, até chegar à região de Piracicaba, a pioneira da grande indústria no estado de São Paulo. Pedro Morganti nasceu em Bozzano, fração de Massarosa, pequeno município da Província de Lucca, região da Toscana, Itália, em 02/04/1876. Chegou em Santos, em 1.890, aos 14 anos. Seu irmão Carlos, já se encontrava no Brasil e o colocou para trabalhar consigo na empresa de torrefação de café, estabelecida na rua Amaral Gurgel, esquina com Rego Freitas, em São Paulo.Após cumprir o serviço militar na Itália, retornou ao Brasil, e, em 1.902, com muito esforço e trabalho, se estabelece com uma incipiente refinação de açúcar na rua Amaral Gurgel. Em 1.904, amplia a empresa, estabelecendo uma filial da Refinaria à Ladeira Piques, hoje rua Quirino de Andrade, juntamente com dois sócios Narciso e Stefano Gosi. Dissolve-se a firma “Morganti & Gori” e, em 1910, Pedro Morganti organiza a Companhia União dos Refinadores, em 04/10/1910. A idéia surge a partir das vantagens que Pedro enxerga em reunir, em uma única empresa, a matéria prima e o produto acabado. As usinas plantariam e produziriam ao mesmo tempo. Pensando, assim, adquiriu o Engenho Central de Monte Alegre, em Piracicaba, transformando-o na nova Usina de Monte Alegre. Desta forma, Pedro Morganti entra, definitivamente, para o universo da indústria açucareira, tornando-se um todo-poderoso e progressista senhor de engenho e de usinas. É a grande fase não apenas do Engenho de Monte Alegre, mas da indústria açucareira no Brasil. Mais tarde, e 1.916, compra as ações da Companhia Central Conde Wilson, proprietária do Engenho Porto Real, em Floriano, Município de Resende-RJ, vendendo-o a um sobrinho, para adquirir, em 1917, o Engenho Fortaleza, em Araraquara, que passou a chamar-se "Usina Tamoio" e onde organiza a Companhia União Agrícola, que, dentre outras, incorporou, em 1.942, a Fazenda Guatapará, adquirida junto à família Silva Prado. Com esses empreendimentos, Pedro Morganti chegou a ser o maior produtor de açucar do Brasil. O que se sabe, além do que conta o livro, é que, com a sua morte, sucederam-lhe os filhos Lino, Hélio, Fulvio e Renato. Com eles, Monte Alegre viu surgir a fábrica de papel e celulose, em 1953. As constantes mudanças na economia e na política brasileiras, no entanto, não conseguiram ser absorvidas pela Família Morganti. O Império Morganti foi, aos poucos, entrando em decadência. Em 1971, as usinas, a Fazenda Guatapará e a Refinadora Paulista passam a pertencer à família Silva Gordo, com José Adolpho da Silva Gordo presidindo-a. Mais tarde, Silva Gordo vendeu a Usina Tamoio para a família Corona e atualmente pertence à Cosan.Por sua vez, a Fazenda Guatapará foi vendida,uma parte para a empresa colonizadora japonesa JAMIC, outra parte para o Grupo Votorantin, da Família Ermírio de Morais, que, por sua vez, mais recentemente, a alienou para a empresa americana International Paper e, ainda uma outra parte, para a família Ometto, que a incorporou à Usina São Martinho.
O autor Manuelito de Ornelas nasceu em taqui-RS, em 17 de fevereiro de 1903, e faleceu Porto Alegre, aos 8 de julho de 1969) foi um jornalista e escritor brasileiro.Foi redator do Jornal da Manhã e, após, redator-chefe de A Federação. Em 1938 foi nomeado diretor da Biblioteca Pública do Estado e eleito presidente da Associação Rio-Grandense de Imprensa (ARI).Em 1951 assumiu como professor interino as disciplinas de Literatura Hispano-Americana e Cultura Ibérica da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sendo efetivado em 21 de dezembro. Em 1954 foi afastado da UFRGS, ingressando na Faculdade de Filosofia de Florianópolis, onde passou a lecionar História da Arte.
Em 1968 recebeu o Prêmio Joaquim Nabuco, da Academia Brasileira de Letras, entregue pelo acadêmico Ivan Lins, pela obra Máscaras e murais de minha terra.Está vinculado à vertente platina da historiografia riograndense, junto com Alfredo Varela. É autor de diversas obras de cunho sociológico, entre elas a obra fundamental da cultura gaúcha e da cultura brasileira, Gaúchos e Beduínos, considerado um dos dez principais livros da sociologia brasileira.
Foi o tradutor do romance Ariadne, de Claude Anet, e Tabaré, o poema de Juan Zorrilla de San Martín.Foi o patrono da 17ª Feira do Livro de Porto Alegre.
Escreveu dezenas de livros, sobre os mais diversos assuntos, mas principalmente de história.
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